MAMOPLASTIA REDUTORA:

Mamoplastia redutora é o procedimento cirúrgico de redução e remodelação das mamas hipertróficas e ptosadas, ou correção de assimetrias mamárias, visando harmonizar o contorno corporal. Uma de suas variações é a mastopexia com próteses que permite reduzir aquela mama flácida (pela idade, ou pela gravidez) e ao mesmo tempo colocar próteses de silicone deixando as mamas mais firmes e em harmonia com o corpo. A técnica cirúrgica e a extensão das cicatrizes serão avaliadas no momento do exame físico pelo cirurgião. A tendência hoje é deixar cicatrizes menores, podendo ser em forma de L ou T invertido.

A anestesia pode ser a peridural alta com sedação, anestesia geral ou anestesia local com sedação em alguns casos. Normalmente a paciente recebe alta no mesmo dia, ou no dia seguinte. A cirurgia dura em média 4 horas. Recomenda-se o uso de soutien cirúrgico por no mínimo 30 dias, repouso por 30 dias para atividades leves, e 90 dias para o retorno a academia e outras atividades de maior esforço físico. Recomenda-se ainda sessões de drenagem linfática manual no pós-operatório.

Para informações adicionais entre no site da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (www.cirurgiaplastica.org.br).

MAMOPLASTIA DE AUMENTO:

Mamoplastia de aumento ou colocação de prótese de mama é o procedimento cirúrgico para aumento e remodelação das mamas hipotróficas (pequenas), atróficas (redução do volume mamário após amamentação ou grandes perdas de peso), assimetrias mamárias e simetrização nas pacientes que fizeram cirurgia para tratamento de câncer mamário.

A colocação do implante pode ser realizada por três vias distintas: incisões no sulco mamário, na aréola ou na axila (às vezes com auxílio da videoendoscopia). Pode ser implantada abaixo da glândula mamária, abaixo da fáscia do músculo peitoral maior ou abaixo deste músculo dependendo de cada caso. Os implantes são de silicone, podendo ser redondos ou anatômicos, tendo também variações em sua projeção (baixa, moderada, alta e super alta). Estudos mostraram que o uso de prótese mamária de silicone, não aumenta o risco de câncer mamário.

A anestesia comumente é peridural alta com sedação ou anestesia geral. A anestesia local com sedação pode ser uma alternativa, assim como o bloqueio intercostal. Normalmente a paciente recebe alta no mesmo dia, ou no dia seguinte. A cirurgia dura em média 2 horas.

Recomenda-se o uso de soutien cirúrgico por no mínimo 30 dias, repouso por 30 dias para atividades leves e 90 dias para o retorno a academia e outras atividades de maior esforço físico. Recomenda-se ainda sessões de drenagem linfática manual no pós-operatório.

Para informações adicionais entre no site da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (www.cirurgiaplastica.org.br).

Para ler o artigo escrito pela Drª Rosana Saboia com verdade e mitos sobre Próteses Mamárias

RECONSTRUÇÃO DE MAMA:

A reconstrução da mama é um procedimento cirúrgico que possibilita a restauração da mama   em pacientes submetidas a mastectomia por doenças como o câncer ou por trauma.

 Novas técnicas possibilitam a criação de uma mama semelhante em forma e aparência à mama natural.  Frequentemente a reconstrução é possível imediatamente após a remoção mamária, mas em alguns casos é necessário terminar o tratamento oncológico para depois iniciar o processo de reconstrução.

Em geral a reconstrução mamária consiste em mais de uma operação, em média 2 a 3 cirurgias, podendo ser feita em ambiente hospitalar ou clínica especializada.  A anestesia normalmente é geral ou peridural alta com sedação, mas nos estágios seguintes a anestesia local com sedação pode ser suficiente.

Recomenda-se uso de modeladores e sessões de drenagem linfática manual no pós-operatório.

Há várias opções de reconstrução de mama, que dependerá de cada caso. São elas:

- Expansão de pele e músculo com o uso de expansor tissular e a colocação de prótese de silicone em um segundo tempo. O espaço de tempo entre um estágio e outro dependerá do tratamento oncológico e liberação do oncologista.

- Reconstrução com retalhos utilizando-se tecidos de outras partes do corpo como o dorso e o abdome que são moldados para formar a nova mama, podendo ou não associar o uso de prótese de silicone. É uma cirurgia mais complexa que a de expansão de pele, mas às vezes o resultado é mais natural.

-Procedimentos auxiliares. Normalmente realizam-se outros procedimentos como mamoplastia no lado normal, revisão cirúrgica do lado reconstruído e finalmente a reconstrução da aréola e mamilo.

Para informações adicionais entre no site da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (www.cirurgiaplastica.org.br).

CORREÇÃO DE MAMAS EXTRANUMERÁRIAS E MAMILO INVERTIDO:

A mama extranumerária está relacionada a alteração congênita no desenvolvimento das mamas. Na evolução filogenética as mamas em número par situam-se na região do tórax, porém algumas mulheres podem apresentar o desenvolvimento de outras mamas ao longo da chamada linha láctea que se estende da região axilar até a região inguinal.

A localização mais comum é a axilar, mas pode ocorrer também no sulco mamário. Podendo aparecer na adolescência e aumentar de tamanho durante a gravidez.

Mulheres portadoras de mama extranumerária não apresentam aumento no risco para o desenvolvimento do câncer da mama.

O procedimento cirúrgico consiste na maioria dos casos de lipoaspiração da região e ressecção do parênquima restante. O tempo cirúrgico é em média 2 horas. A anestesia pode ser local   com sedação ou geral, podendo a paciente receber alta no mesmo dia ou no dia seguinte.

O mamilo invertido na maioria das vezes é congênito, decorrente do desenvolvimento anômalo de faixas fibrosas que fixam sua base na aponeurose subjacente, portanto não evertem durante o desenvolvimento das mamas na adolescência. Pode ser também adquirido após processos inflamatórios como fístulas e mastites periarolares ou associado a neoplasias (neste caso a retração da papila é causada por um tumor retroareolar). Daí a importância do diagnóstico correto antes da cirurgia.

A cirurgia consiste na liberação das faixas de fibrose retropapilar, através de uma incisão na aréola junto à base do mamilo. É realizada com anestesia local e não há necessidade de internação.

CORREÇÃO DE GINECOMASTIA:

Ginecomastia é o aumento do volume das mamas masculinas, muito comum em pacientes que usam anabolizantes.  Afeta 40 a 60% dos homens, podendo se manifestar em apenas uma ou em ambas as mamas.

Este aumento das mamas pode ocorrer por fatores diversos como obesidade, alterações hormonais, uso de medicamentos (para hipertensão arterial, câncer de próstata, entre outros), algumas doenças crônicas, tratamento para queda de cabelo, uso de anabolizantes, uso de drogas ilícitas, ou ainda não ter motivo definido. Por esta razão, o médico deve avaliar a necessidade e os tipos de exames para tentar determinar a causa.

A cirurgia permite a diminuição do volume das mamas através da lipoaspiração como único procedimento ou na maioria dos casos associada à ressecção da glândula mamária residual abaixo das aréolas.

A cicatriz varia conforme a necessidade, sendo mais comumente posicionada na metade inferior da aréola e associada a pequenos orifícios para a introdução da cânula de lipoaspiração.

O tempo de cirurgia é em torno de 2 horas. A anestesia pode ser local com sedação, peridural ou geral. O paciente recebe alta no mesmo dia ou no dia seguinte. Recomenda-se o uso de malha cirúrgica por 2 meses e sessões de drenagem linfática manual.

Para informações adicionais entre no site da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (www.cirurgiaplastica.org.br).